Porém, digo "em tese", considerando que o atual Presidente e pai do deputado, então também deputado federal em 2016, votou em sessão de impeachment na Câmara realizando homenagem a Brilhante Ustra (torturador reconhecido como tal pela própria Justiça de São Paulo, em 2008, em ação declaratória), sem ter sido responsabilizado por isso junto ao Congresso.
Por outro lado, lamento a sugestão em si, abraçada aqui por muitos comentários (muitos vindos de juristas), que independentemente de AI-5, o Estado deva responder de maneira equivalente ou pior, em caso de que grupos civis de ideologia oposta a de um governo eventualmente ajam com violência em sociedade. Creio que não é desta forma que deve portar-se um Estado Democrático de Direito diante de sua população, mas sim propondo o diálogo e mecanismos de pacificação. Com isso, acredito que o deputado demonstra que não teria capacidade de liderança democrática de um país diante de instabilidades, e que não está familiarizado com o princípio democrático de nossa CF.